Queria ter a louca coragem de dizer para você tudo que sinto agora, queria poder ir correndo ao seu encontro e te envolver em meus braços para nunca mais soltar, queria ter a certeza de uma vã incerteza que me atormenta agora, eu queria tanto... mas tanto.
Te amei desde o primeiro instante que te possui ao meu lado, desde a primeira vez em que contei piadas infames e vi o seu lindo sorriso se abrindo, desde a primeira vez que notei a cor dos seus olhos, desde o momento em que você me olhou e me abraçou. Meu coração acelerava a cada movimento que tu dava, e eu não entendia isso, para mim amor à primeira vista era impossível e eu realmente entendi que a frase que se encaixava no nosso romance de uma pequena estação era 'não existe amor à primeira vista, e sim a pessoa certa no tempo certo, e você por acaso estava lá' (não paro de pensar, queria parar de respirar agora.).
Não entendo os rumos que levaram tudo isso, e é uma droga! eu realmente não ligo mais, só que por que as pessoas sempre vem falar de nós dois? que é FATO que você ainda sente algo e tenta disfarçar ao me olhar? Eu queria que todas essas vozes sumissem agora, e que tudo fosse para um passado muito distante como estava indo, mas é dificil quando se trata de você, quando se trata dos fins de semana na igreja e do teu olhar ao me apavorar, é dificil porque a nossa amizade nunca será a mesma e eu já estou me conformando com isso, mas sinto falta do abrigo mais seguro que você me proporcionava, sinto falta porque alguém como você talvez nunca existirá (o talvez pode até ser excluído dessa frase, porque eu sei que nunca existirá MESMO). Posso até me apaixonar por outros meninos, posso até sentir minha mão suando frio com o abraço de qualquer outro, posso dizer que o amo, mas eu sempre tento compará-lo com você, sempre tento entender os mistérios que nos levaram até aqui e entender os motivos pelos quais você me deixou partir, e agora, mais do que nunca... eu digo que te amei com todo o fôlego que havia dentro de mim, te amei a cada instante de respiração ofegante, te amei, mas isso não me impediu de partir...
e se o medo não existisse mais?
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1 comment:
Marcel Proust precisou sentir o gosto de um biscoito molhado no chá para buscar o tempo perdido.
E nós? Precisamos do quê? Precisamos lembrar, somente, que ninguém é mestre do próprio universo. O tempo e as circunstâncias mudam... Devemos ver todos os meios de aproveitar as enormes oportunidades da vida... E do amor...
Casamento nunca foi confessionário.
Amor, Paz e Bem...
Sem marolas.
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