Sentir-se disperso e sonhar acordado, apenas no ato de fechar os olhos e imaginar alguém do seu lado, sentir-se abraçado e um calor encobrir sua alma sem ao menos saber de onde essa sensação provém. Quem me dera se pudesse eu, adivinhar profundamente a origem dessa batida acelerada dentro do meu peito, e controlar esse perfume que vêm e vai, do nada. Se eu soubesse, poderia correr atrás e perfumar cada cômodo de casa, mas não sei o motivo, não sei a razão de tanta felicidade, de tanto doce aroma.
Me impossibilitaram de ir atrás do meu sonho desconhecido, ou ao menos, de conhecê-lo. Me falta agora uma pequena concha de esperança, ou melhor, de fé. Eu ainda posso acreditar no meu potencial, em uma Ana Júlia dentro de mim, mas se eu acreditar sem fé, não irei para frente, não haverá progressão; Os meus sonhos se arruinarão, mesmo sem começo já poderão ter fim.
Meio contraditório, um fim de algo sem ínicio, mas tudo é possível aquele que crê, e até mesmo ao que não crê (as possibilidades são infinitas, mas só tem um mesmo objetivo, atingir o fim, para voltar ao ínicio e consertar tudo aquilo que já se foi, mas meu caro, lembre-se, o tempo não volta jamais, ele está distante de cada um de nós, fazendo seu papel, correndo contra o relógio e contra as nossas próprias memórias, estamos apenas aqui, parados esperando por uma oportunidade que talvez nunca chegue, ou chegou e fomos cegos ao ponto de não ver. Eis a questão, faça teu agora, para que não se arrependa, mas sempre com uma colher de chá de fé, se possivel uma colher de sopa, fé nunca é demais quando se trata das nossas vidas, dos nossos sonhos e de um olhar futuro. Não haverá nada, se a nossa fé for esgotada)
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