Sunday, June 08, 2008



"And I rationed my breathes as I said to myself that
I'd already taken to much today"
01:56 am. Tudo começou com uma música, e as recordações vieram junto a ela. Parece que quando apertei ''tocar'' confundi com o ''chorar''. Foi intensa a forma que essa música me tocou, falou tudo que um dia eu já senti, e algumas coisas que ainda me atormentam. As lembranças sempre ficam numa caixinha, as escondidas de mim mesma. Certas vezes não me escapa ter que colocá-las em prática, mas nesse dia me feriu tal obrigação. Tive que ser forte e superar a súbita vontade de chorar tudo que tinha acumulado dentro de mim. As pessoas me olhavam como uma louca, tão feliz e saltitante. Mal podiam ver que atrás da máscara e do teatro, tinha uma menina com olhos de pedra. Tão sem vida e vazia. Eles se contentavam com a mentira, mesmo com a verdade tão próxima e indiscreta. Alguns dias eu voltava a me sentir bem, a sorrir normalmente. Mas tinham vezes que não suportava a dor da saudade, da indiferença, do arrependimento e da ignorância. De menosprezar a mim mesma. Dias em que as lágrimas pareciam sangue, doiam quando escorriam. E quando isso acontecia, mais coisas me preocupavam. Notava então a ausência de algumas pessoas que eu queria que fossem tão presentes na minha vida, que mal consigo explicar. (A ausência me traz espinhos, e mais e mais espinhos, até cobrirem toda a rosa que mais tarde corre o risco de murchar). Tristeza podia muito bem resumir tudo que estava sentindo naquele dia, mas não é o necessário. Acho que não consigo colocar no papel tudo que me foi concedido, quando se trata de pensamentos e desabafos interiores (Isso seria, falar tudo que sente a um certo alguém, no caso seu interior... estranho não? é isso que passo quase toda noite, tentando me convencer de que nada disso é grande demais, ou que não sou tão pequena e fraca. Posso superar, posso vencer. Só me basta acreditar. Dificil tarefa para alguém tão dramática como eu). Tudo passa, ou não. Esse sentimento foi se prolongando, até chegar hoje. Em especial sobre você. O que sinto por você me faz tão mal, mas tão mal. Que eu desejaria que acabasse agora. Por mais merdas que você faça, ainda tenho uma gotinha de ciúmes, uma pitada de amor, e um sachê de decepção. Como voce pode fazer isso comigo, mesmo depois das promessas, das nossas conversas ? E mesmo assim, ainda sinto a sua falta. Eu abri todo meu coração pra você pisar como quem está prestes a amassar a uva pra fazer o vinho. Mesmas decepções, nenhum aprendizado. Agora o que me resta é o coração acelerado, o sangue fervendo de raiva, e algumas gotas de uma água estranha correndo sobre meu rosto. Sinto meus pés adormecendo e a minha inspiração indo embora como as folhas do outono caindo das árvores rapidamente. Me resta um pouco do amor que te dei aqui comigo, se você quiser o resto venha pegar. Deixarei que faça sua parte, e tentarei enterrar todas essas mágoas o mais rápido possivel. Talvez seja necessário um chá de sumiço, ou um pouco de orgulho mais uma vez. Ser orgulhosa não é comigo, mas as vezes é necessário. 02:02 am. Estou pensando agora no que seria o 'amor', se um dia o conheci ou se vou conhecer. Acreditar ou não? Na vida há dois caminhos, e me falaram certa vez que SÓ UM vai pra direção certa. O que me preocupa agora é a minha inconstância e indecisão, vai ser dificil escolher um só caminho para percorrer, e o mais dificil vai ser segui-lo até o fim. Tudo tem seu lado bom e ruim, como uma moeda: Cara e coroa. A minha felicidade com certeza vai ser a tristeza de alguém, e me doi dizer isso. 02:20 am. Agora, não consigo pensar, muito menos respirar.
Amanhã talvez queira te esperar.

''And I knew that you were truth,
I would rather loved than to never lain in the sun at all''