
Chega com aquele sorrisinho tímido, com aquele ar de quem desmente, de quem mente, de quem omite, de quem sente; ar de menina, daquelas ainda ingênuas; que sorri sem saber o motivo.
Faz uma cara de deboche quando acontece algo inesperado; e foge do assunto aguardado.
Então faz aquele biquinho de quem quer carinho, quem quer um mimo; e assim por diante;
E então, com um olhar você adivinha o que ela está pensando, até mesmo seus propósitos, até seus sentimentos. Por estes motivos, muitas vezes ela recolhe seu olhar, o guarda, e quando fala deixa-o fora de vista, o esconde com sua franjinha ou até mesmo com a cabeça baixa
E quando fala do que sente e acha então? Ah, a vergonha toma conta dela, e então fala devagarzinho, como se fosse algo usurpador e inconsciente, como se fosse algo extremamente feroz e anormal; É como se ela fosse de outro mundo quando expôe seu verdadeiro ser.
E a solidão vai a dominando enquanto isso. Quando menos se esperar, ela já estará totalmente corroída por se sentir sozinha; E talvez aí ela já não tenha tanta vergonha de mostrar realmente quem é, e se doar a quem realmente se ama, talvez só assim a solidão vá embora. SÓ ASSIM!

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