Thursday, June 14, 2007


Omitindo o que se passa, o que pensa, o que convém gritar para o mundo todo; vai subindo aquela sensação de perigo, sensação de flagra. E vem aqueles suspiros ofegantes, aquele grito almejado dentro de cada alma.

Sente-se como uma criança aflita, e deitada as lágrimas internas a consomem, e acabam escapando em seus olhos cor de jabuticaba, e vão descendo como se tivessem um rumo a seguir; ultrapassam os limites escolhidos, os que deviam ser seguidos. Então enxerga sua pequenês diante desse mundo supérfluo e dessas pessoas tão maduras. Enxerga a mesmice que vive, tudo o que a oprime; Deixa de ser cega, passa a ver, a entender, a ser... Passa a conhecer essa nova vida que a foi dada.

E a música flui, em cada acorde, em cada melodia, é como se transmitisse algo novo, um bem maior, um pensamento e um sentimento bom; Sente-se livre para voar, livre para expor tudo o que pensa; Livre para ser feliz, para ser triste; Livre para mostrar quem verdadeiramente é, sem medo e sem receio; sem sentimento de culpa ou anseio;

Mesmo assim ainda omite, mente, finge e esconde... o que é e o que deseja ser.

Saturday, June 09, 2007


Parece que tudo foi um sonho, onde você era o personagem principal; Onde a cena parecia uma arte final; Onde seu sorriso era o encaixe mais importante, mais cordial; E suas palavras pareciam doce auditivo, que passavam de palavras, de significados, passavam de desejos, de interesses, Suas palavras eram puro amor, daqueles que não acabam jamais, Amor fraternal, carnal jamais.

Você me olhava com aquele olhar de quem quer dar mais mimo, de quem ainda sentia ciúmes, de quem ainda me via como menininha; Me olhava como se fosse sentir saudade caso eu fosse embora de repente, sentiria saudade dos meus olhos, do meu sorriso, do meu abraço e da minha voz que parecia não ter fim nos teus ouvidos.

Eu porém, jamais pensei ter tanta saudade, jamais pensei ter tanto amor.

Você me dava tanto valor, e as vezes eu não enxergava, eu contradizia, eu tentava esconder, mentia... Eu mostrava o outro lado da moeda... e me fazia de coração de pedra.

E quando senti que te perdia aos pouquinhos, algo foi dominando meu coração, como um espírito pagão; e parecia que todos os medos que eu possuia, se reuniam em um só, em não te ter mais na minha vida.
E os medos agora se transformaram em saudade... especialmente de você.
E agora só tenho a dizer para o vento, como eu sinto em não ter sentido antes.
Obs: E Se der pra voltar, não desista de tentar, venha ao meu encontro, venha me abraçar.
Obs²: E saiba, nunca deixarei de ser sua menininha, NUNCA.

Friday, June 08, 2007


'Eu enterro meus dedos do pé na areia
O oceano se parece com mil diamantes espalhados em uma colcha azul
Eu me inclino contra o vento
Faço de conta que não tenho peso
E nesse momento estou feliz... feliz'

'O mundo é uma montanha-russa
e não estou preso a ela
Talvez eu devesse me segurar com cuidado
mas minhas mãos estão ocupadas no ar para dizer

Eu queria que você estivesse aqui'

'Retarda por favor a menina deprimida.Moviam a maneira demasiada rápida para seu mundo. Nós começamos a fazer este último. Eu sei que dói para se sentir assim toda sozinha. '

'Você não tem que falar porque eu posso ouvir seu coração. Vibrar como as borboletas que procuraram por uma bebida. Você não tem que esconder acima de como você sente quando você está amando.'



'Ela nunca irá ser como era antes
Ela leu isso nas estrelas, que lá havia algo mais
Sem se importar com as conseqüências, nem como seriam as oportunidades.'

Thursday, June 07, 2007


Chega com aquele sorrisinho tímido, com aquele ar de quem desmente, de quem mente, de quem omite, de quem sente; ar de menina, daquelas ainda ingênuas; que sorri sem saber o motivo.

Faz uma cara de deboche quando acontece algo inesperado; e foge do assunto aguardado.

Então faz aquele biquinho de quem quer carinho, quem quer um mimo; e assim por diante;

E então, com um olhar você adivinha o que ela está pensando, até mesmo seus propósitos, até seus sentimentos. Por estes motivos, muitas vezes ela recolhe seu olhar, o guarda, e quando fala deixa-o fora de vista, o esconde com sua franjinha ou até mesmo com a cabeça baixa

E quando fala do que sente e acha então? Ah, a vergonha toma conta dela, e então fala devagarzinho, como se fosse algo usurpador e inconsciente, como se fosse algo extremamente feroz e anormal; É como se ela fosse de outro mundo quando expôe seu verdadeiro ser.

E a solidão vai a dominando enquanto isso. Quando menos se esperar, ela já estará totalmente corroída por se sentir sozinha; E talvez aí ela já não tenha tanta vergonha de mostrar realmente quem é, e se doar a quem realmente se ama, talvez só assim a solidão vá embora. SÓ ASSIM!

Sunday, June 03, 2007


Possuía dois mundos, dois lares; e aquele que ela mais se apressava para chegar era o Lar onde Sonhava acordada, prendia-se em tal; fugia da realidade conforme fluía seus pensamentos surreais; certamente estava num faz-de-conta; não podia abrir os olhos que enxergava as crises políticas, econômicas, familiares... e por aí ia. Portanto só fechava os olhos, e ia migrando de estação em estação, inverno era de um jeito, primavera já obtinha certos sonhos, verão eram outros ideais, e já no outono todos estes eram reavaliados para ver se ainda valiam a pena, se não era só uma fantasia infantil; Sim, para ela no outono haveria essa função.
Quando abria os olhos, ainda sentia a brisa em seu corpo, tocando-a suavemente, como se obtivesse algum tipo de ternura; ainda sentia o calor penetrando em seu corpo; sentia as fantasias entrando em tua mente novamente; aquele lar monótono, cheio das crises já não estava a afetando, e isso a alegrava.
Podia cantar desafinadamente que as críticas não a abalavam, ou talvez ela fingia não ser abalada; o importante é que essa menininha está crescendo. Por mais que sonhe, que fantasie, ela acha uma maneira de escapar, uma válvula que ninguém mais encontrará;
E assim esconde-se bem no escurinho, começa a ouvir canções que a recordam de algo bom, ou um simples alguém que a faz bem; e nesse esconderijo rompe suas barreiras, deixa de ser forte, torna-se fraca; deixa de ser insensível e torna-se sensível; tudo muda, até o seu olhar, parece que o brilho retorna a este; pois quando se faz de forte ou algo do gênero, o olhar não transparece mais, some a feição daquela menina conhecida; ela própria se olha no espelho e já se desconhece;
Sente-se confusa, ser ou não ser... Forte ou fraca? Insensível ou sensível?
Acho que ela aprendeu a lidar com a situação agora, cada hora é de uma forma, uma reação;
Não se deve mais entregar aos comentaristas dessa cidade pacata que vive; e muito menos as pessoas que dizem algo e fazem outro;
Deve entregar a si mesma, a sua personalidade; deve ter segurança acima de tudo, confiar no que faz, no que fala; e essa menina já entende tanta coisa, que me pasma, me deixa boquiaberta; essa menina que há pouco tempo não pensava nem em ter amigos INSUBSTITUIVEIS, nem em sofrer por sentimentos maiores, nem passar pelo que passou; superar o que superou;E agora ela entendeu, que tudo no final acaba bem... a maioria pelo menos; e que para seu amadurecimento foi necessário erguer a cabeça, e dizer: ‘EU SOU MAIS’
Observações:
obs: tentando retocar este mesmo texto pra ver se quando eu estiver com paciência colocar no profile do orkut.
obs²: 'EU SOU MAIS' - é uma frase que minha irmã Raquel Fagundes sempre me fala, é praticamente uma homenagem, devo agradecer muito tudo o que ela me disse até hoje, pois sei que foi de coração ;*


Os olhos contemplam, eles vêem. Acima das esculturas endiabradas, dos dircursos maltrapilhos que decidiram recitar; Os olhos são a janela da alma, purificada ou insensata, da alma nada passageira, daquela que fica, que consome nossos dias; Alma que ninguém poderá deter; dentro de nós há um maior ser; há um bem maior; e isso ninguém há de negar;
As oferendas que ousamos ouvir, nos embriagam de nojo, de corrupção; oferendas que nada me dizem respeito; que não altera nem uma lágrima; oferendas que hei de matar com a ponta de minha espada.
Seus olhos dizem tudo, demonstram as mentiras contadas, os véus rasgados; demonstram os seres multilados, as crianças jogadas nas praças sem ter o que comer e vestir; Ah... o mundo hoje em dia se encontra assim; posso ver nos olhos de cada cidadão: a angústia, tristeza, decepção; a vontade de fazer justiça, de proteger cada cidadão;
Mas quem terá coragem de enfrentar os poderosos? Aqueles que estão em cargos acimas dos nossos?
O medo toma conta de cada um de nós, e a soliedariedade as vezes fica pra depois; O egoísmo prevalece.
Mas alguns tomam em si a coragem de enfrentar o medo; de detê-lo com olhares profundos, palavras desconhecidas, e talvez assim... um dia, o governo se conscientize de tudo o que está havendo nas nossas vidas

Friday, June 01, 2007

se a escuridão penetra, como irei afastá-la? tirar de mim?
parece algo impossivel, uma irreversibilidade do bem;
mas eis que na hora exata, me despirei daquelas coisas que um dia foram boas, mas que se tornaram más no presente, como se fossem vestes cinzas;
me embriagarei de sentimentos bons, de riqueza interior; de verdadeiro amor;
me embriagarei das verdades desconhecidas até então; do meu verdadeiro ser;
ah, então eu me conhecerei, pele a pele, osso a osso; serei eu...
a menina sorridente, sem escuridão penetrada; serei um sol radiante; serei como largarta que se transformou em borboleta;