
Omitindo o que se passa, o que pensa, o que convém gritar para o mundo todo; vai subindo aquela sensação de perigo, sensação de flagra. E vem aqueles suspiros ofegantes, aquele grito almejado dentro de cada alma.
Sente-se como uma criança aflita, e deitada as lágrimas internas a consomem, e acabam escapando em seus olhos cor de jabuticaba, e vão descendo como se tivessem um rumo a seguir; ultrapassam os limites escolhidos, os que deviam ser seguidos. Então enxerga sua pequenês diante desse mundo supérfluo e dessas pessoas tão maduras. Enxerga a mesmice que vive, tudo o que a oprime; Deixa de ser cega, passa a ver, a entender, a ser... Passa a conhecer essa nova vida que a foi dada.
E a música flui, em cada acorde, em cada melodia, é como se transmitisse algo novo, um bem maior, um pensamento e um sentimento bom; Sente-se livre para voar, livre para expor tudo o que pensa; Livre para ser feliz, para ser triste; Livre para mostrar quem verdadeiramente é, sem medo e sem receio; sem sentimento de culpa ou anseio;
Mesmo assim ainda omite, mente, finge e esconde... o que é e o que deseja ser.









