Noviça, a ponto de se tornar freira.
Caminhava com seu manto, delicado e branco.
Com sua cruz pendurado entre seus seios.
Uma doença atacara a redondeza, e Mila teve que se retirar da igreja, ela e as outras noviças.
Tiveram que ir para suas casas até que a malária cedesse.
Lá, passou suas melhores férias, teve medo quanto a sua vocação, será que era mesmo seu destino virar freira? será que era isso que ela queria?
Tantas dúvidas invadiram seus pensamentos, tantas perguntas invadiram seus conhecimentos.
Nunca haviam falado de amor para ela, desde que sua mãe faleceu, ela viveu na solitária, seu pai tomava conta de seus negócios e esquecia que possuia uma família, Mila e mais suas duas irmãs, Cássia e Virosvalda.
Podemos entender o porque não se preocupava tanto com Mila, ela vivia no convento, mas era obrigação cuidar pelo menos de Cássia e Virosvalda, mas assim são as pessoas frias, esquecem de tudo e de todos, vivem em seu mundinho esprimido e tanto faz.
Na casa de trás, haviam os empregados e seu filho, Roberto.
Mila e Roberto começaram a se entrosar, começaram uma bela amizade, que começou a se desenvolver e se transformar em um sentimento mais consistente e rebelador, para quem se dizia uma noviça.
Mais uma vez as dúvidas invadiram seus pensamentos, estava completamente confusa, e tentava parar de pensar nisso, dizia que era seu destino, e que nada, nem ninguém ia faze-la mudar de idéia, nem o que chamamos de amor.
Voltou para o convento, se transformou em uma freira, desde então não teve mais noticias de seu único e grande amor, Roberto.
Conheceu uma freira antiga, que ficava trancada em um quarto solitária, e teve que cuidar dela, era sua missão no momento.
Até que depois disso tudo, ela reviu Roberto, que estava se casando com Cássia, como a dor tomou conta de seu peito, tomou posse de sua vida, de seus pensamentos.
Amor pode levar a loucura, segundo uns, mas só vivendo pra saber.
Amor proibido, sonho proibido, longe dela.
Mila teve medo, muito medo de se tornar como a freira louca que tinha que cuidar.
O amor a abalou, mexeu tanto com os seus conceitos de viver, os conceitos de amar [coisa que nunca ouvira falar], que foi atordoador, enlouquecer de amor.
Friday, December 15, 2006
Monday, December 04, 2006

cartas de amor em um congelador.
sonhos de espuma, elevados ao ar.
não sei porque, tenho uma vontade de comparar, o real com o superficial.
perdi tantas amizades nesse meio tempo, e essas cartas de amor jogadas por aí, congeladas ou queimadas, tanto faz, o que importa agora?
e ganhei tantas outras, essas espumas estão me valendo.
sonhar dessa maneira, é tão bom, mas o que diria alguém que te conhece além de uma tela de computador ? que você simplesmente sonha alto demais.
você pode cair, pois são de espuma...
e eu vejo que as espumas podem estourar a qualquer momento.
e mesmo assim, eu ainda brinco de ser feliz, brinco com o lápis de olho envelhecido, me pinto e me transmito, sou o que sou, assim... tão criança, vivendo em um conto de fadas... eu quero acordar.
e acordei, pois a hora é agora.
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