Monday, October 02, 2006

Abrigou-se na escuridão de seu único olhar.
Costumava mirar-se em só um ponto.
Queria ir a um só lugar.
Aonde? Como? Pq?
Perguntava-se a si mesma, o que a levara a tanta rigidez.
Queria copos, talheres, tudo na mesa.
Queria toalhas e panos dobrados de um modo que só ela saberia dobrar.
Queria que fizessem tudo que ela mandasse de ponta cabeça.
Era mandona, e ocultava-se em suas ordens.
Ninguém a conhecera totalmente, era um mistério quase 'impossivel' de resolver.
Muitos tentaram entende-la e compreender seus mistérios e suas maquiavelicas ordens.
Mas... só quem conseguiu desvendar tais mistérios fui eu...
Pq eu... sou ela.

6 comments:

Jú. said...

Perguntava-se a si mesma


errei aki
eh perguntava a si mesmaaa

Anonymous said...

que da hora

Anonymous said...

caraca

vc escreve tudo muito perfeito vei *-*
fico perfeito

amo vc

FLORA said...

Porque os nossos segredos são metaforas para os outros e banalidades para quem enxerga de verdade...
Gostei do texto prima...
cada dia melhor...
Beijos

Thiago Palassi Quintela said...
This comment has been removed by a blog administrator.
Thiago Palassi Quintela said...

E vi a mera representação quimérica de meus atos e pensamentos refletidos, tal qual reflexos diáfanos em espelhos rachados e tolidos. Ao primeiro instante, de supetão minha boca se escancarou quando fixei meus olhos na horrenda criatura que ali aparecia. Fazia caras e bocas, pintava o sete e pulava a amarelinha, mas as idéias saltavam e esperneavam em minha cabeça como criancinhas num pula-pula, deixando-me aturdido ao passo de ser acometido por uma enxaqueca. Mercê das lendas e das imagens, era o objeto que aparecia real do outro lado de uma dimensão paralela onde eu habitava e onde, talvez, fosse a figura de sonhos e devaneios.